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Como criar um feed RSS para seu site?

junho 15th, 2007 · 3 Comentários

por Marcos Elias

Como criar um feed RSS para seu site? O assunto é simples, mas é ao mesmo tempo, complexo, pois existem uma série de diferenças entre as versões do RSS e do ATOM. Mas isso não chega a ser um problema “muito grande”, pois a maioria dos programas agregadores reconhecem vários formatos. Comentarei aqui sobre o RSS 2.0, o mais fácil de se criar e editar manualmente. Vou abordar a criação manual, não a criação usando serviços on line nem programas. Tudo o que você vai precisar é um editor de textos puro e, é claro, um site relativamente atualizado (como editor sugiro meu Mep Texto, que agora é GPL, mas como site… fica a seu critério :). Mas antes… O que é RSS?

Se você procurar no dicionário, digo, na Internet, provavelmente encontrará algumas informações que lhe deixarão confuso/a. Então, sem usar termos técnicos nesse parágrafo, vamos ao conceito de RSS… Imagine que os visitantes do seu site/blog pudessem ficar sabendo das novidades do seu site sem precisar entrar nele. Eles seriam notificados automaticamente quando você postasse um novo tópico, por exemplo, e poderiam decidir se iriam querer ou não ver o que você postou. Você não gastaria nada com propaganda, nem precisaria ficar mandando e-mails para um monte de gente, o que traz várias vantagens por si só: você nunca seria taxado de SPAMMER, e os emails das pessoas seriam menos divulgados em listas de SPAM, do ponto de vista “do usuário”… A pessoa se cadastra e descadastra da “assinatura” sempre que quiser, tudo automaticamente. Isso seria muito bom: hoje, cada vez mais informação está distribuída na Internet, e as pessoas não têm tempo de ficar indo em toooodos os sites que gostariam, para ver se tem novidades ou não. Fora que muitas vezes, a pessoa entra uma semana inteira, e nada do produtor atualizar o site… Ela vai ampliando o tempo de entrada, até se esquecer completamente do seu site :( Mas com o RSS, tudo isso acaba. A pessoa recebe as atualizações praticamente na hora, sem trabalho; o único trabalho seria, para o usuário, assinar (”cadastrar”) os sites desejados, e para o produtor do site, atualizar o arquivo do RSS a cada alteração ou novidade significativa no site. A aparerência dos textos da chamada seria dinâmica, definida de acordo com as configurações do leitor/agregador da pessoa; ela poderia receber as novidades de todos os diferentes sites desejados com uma mesma formatação, que lhe agradasse, sem que você precisasse se preocupar com isso, pois os textos seriam basicamente mensagens em texto puro. Imaginou? Tudo isso existe há um tempo, ainda não está “tão” difundido, mas anda cada vez mais… Navegadores recentes já incorporam leitores próprios (que normalmente adicionam as páginas aos favoritos), e há aqueles que usam softwares “agregadores de RSS”, que trazem para a área de trabalho do computador das pessoas o conteúdo atualizado. Existem ainda sites que permitem o cadastro de RSS, como portais de páginas iniciais (Yahoo, Google, e até o GMail, etc)…

Bom, agora falando do lado de quem tem um site… Para quem tem blog… O Blogger.com e outros já criam automaticamente o arquivo para o blog, mas você pode criar um isolado sem muitas dificuldades, ou até mesmo se você tem um site, e não um blog. Já aviso que a atualização manual é boa, mas poderá ser cansativa se seu site for atualizado freqüentemente.

Você deve criar um “feed”, um “alimentador” RSS, que é basicamente um arquivo de texto, com a extensão que você quiser, e pedir aos usuários para que cadastrem esse feed nos seus leitores. O conteúdo desse arquivo é baseado em XML, e no RSS 2.0 tem a seguinte sintaxe (clique na imagem para ver no tamanho real e poder ler, eu não coloquei como texto devido à formatação aqui no blog):

Salve esse arquivo no seu servidor web, e indique o endereço como feed para os visitantes. Você pode pegar em algum site a imagem que contém o “logo” do RSS, um retângulo laranjinha escrito “RSS” ou “XML”, assim fica uma forma fácil de identificar para quem quiser ir direto ao seu feed.

É comum dar a extensão “.xml” ou “.rss” ao feed, mas você pode dar qualquer uma. Um cuidado é com os acentos… Não vou explicar como fazer para aparecer a acentuação corretamente porque ainda não testei, então poste coisas sem acento nos feeds (nas páginas do seu site, pode ter, normal). Você pode usar o formato Unicode ao salvá-lo ou indicá-lo para os clientes, para evitar esse problema, mas não testei então não posso falar nada por enquanto.

Comentando a estrutura do arquivo… Esse está em RSS 2.0, o mais fácil de ser editado manualmente (sem ser por programas nem sistemas de gerenciamento de conteúdo). Basicamente temos a definição do “canal”, você pode ter canais diferentes para diferentes seções do seu site (ou até mesmo feeds diferentes, um em cada arquivo). Logo depois da definição do canal (channel) vem o nome do canal, o site ou página referente a ele e uma breve descrição. A partir daí, cada “notícia”, “manchete” ou “atualização” deverá ficar entre o par de “tags” <item> e &lt/item>. Vá removendo com o tempo os mais antigos, e coloque os mais recentes sempre mais para cima, basicamente copiando e colando, tomando o cuidado de inserir no local certo (se você mexe com criação de sites, suponho que você domine bem o HTML, senão nem dá pra se aventurar a mexer com essas coisas, né… Dominando o HTML, o XML é baba; Aproveitando, na seção de matérias do Explorando tem uma apostila de HTML para iniciantes, de minha autoria, escrita em 2004 - antes de existir o Explorando ;).

Para cada item defina o título da “manchete”, a página que será aberta quando o usuário clicar nela (”se” ele vier a clicar), e uma breve descrição. Seja realmente breve na descrição, mas fale tudo o que puder dar uma visão geral do texto referenciado. Uma descrição longa vai fazer a pessoa perder o interesse, na sede de buscar informações rápidas, batendo o olho em muuuitos feeds de outros sites que tenha por ali, no seu agregador. E do lado oposto, uma descrição básica demais, poderá fazer com que a pessoa não saque de primeira o que você mudou no seu site, o que há de novo, etc. Aí ela poderia perder o interesse em clicar quando, na verdade, poderia estar clicando - tanto recebendo conteúdo para ela, como acessando seu site.

É comum que blogs coloquem todo o texto das postagens no feed, além do que um formato semelhante é usado em podcasts, onde se “anexa” um arquivo ao item, e o programa (cliente do podcast) baixa o áudio (ou o que quer que seja!) automaticamente. Mas isso fica de fora desse artigo…

E como os usuários receberão as novidades? Basta você atualizar seu arquivo quando tiver modificações interessantes no seu site, ou qualquer coisa que você ache bom que seus usuários/visitantes ficassem sabendo. Como falei, o processo será automático… Na verdade os agregadores ficam “baixando” de tempos em tempos os feeds, para poderem exibir as atualizações. Em alguns casos, como é comum em navegadores (como o Firefox 2, por exemplo), eles atualizam os feeds na inicialização. Não vem a ser “tão” preocupante o download dos feeds (em quesito tráfego de dados do site), pois eles não passam de um arquivo de texto, que é bem pequeno - a menos que você mantenha no feed chamadas para atualizações de 10 anos atrás do seu site, e com textos looongos.

Dicas para divulgação: Além de links para o arquivo do feed diretamente, vale a pena colocar isso no cabeçalho das páginas, entre <head> e </head>:

<link rel=”alternate” type=”application/rss+xml” href=”http://www.seusite.com.etc/seufeed.rss” title=”Titulo do seu RSS”>

(Na verdade isso de colocar “dentro do cabeçalho” não é tão essencial, pode ser onde você quiser :p isso era problema com navegadores muuuito antigos, e é altamente pregado por conservadores ou professores “clássicos” de HTML…)

Isso faz com que os navegadores atualizados na onda do RSS exibam um ícone de RSS (normalmente, à direita da barra de endereços), onde o usuário pode clicar para cadastrar o feed. Veja o do Explorando, caso esteja usando um navegador moderno :) Como é uma tendência a ser um “padrão”, é bom seu site colocar, isso facilita as coisas para o usuário - facilitando o acesso ao seu site, você só terá mais acessos, e o melhor: realmente direcionados, não acessos meramente estatísticos.

Evite confusão: O “feed” é o “alimentador”, vem a ser o arquivo que você deve criar para indicar às pessoas. A “URL do feed” é justamente o endereço desse arquivo na Internet, que deve estar disponível 24h por dia (a menos que você queira que seus visitantes percam algumas atualizações a tempo…). O “agregador” é o software ou serviço cliente, que os usuários usarão para visualizar o conteúdo do seu feed. Ele “agrega” num local centralizado para o usuário final, feeds de diversos sites de seu interesse, e então a pessoa decide qual irá ler (podendo, é claro, ler todos, ou nenhum também).

E agora… Usar ou não usar? Dependendo do seu site, vale muito a pena usar sim. Se coloque no lugar dos usuários… Ficar entrando em site por site para ver se tem novidade é coisa do passado, o bom é receber as atualizações por “assinatura”, e então decidir aquelas que interessam ou não, e ler ali ou agendar para ler outra hora. É essencial que você use o RSS pelo menos algumas vezes, seja com softwares agregadores ou sistemas on line, antes de querer colocar no seu site, se você não souber como é. E claro, teste seu feed! Existem sites e programas “validadores” de feeds, não cito nenhum agora porque não lembro. Curiosamente eu estou “estudando” o tema e acabei de criar meu primeiro feed manual, e já vim aqui digitar esta dica :) Verdadeiramente “Explorando e Aprendendo”. (A saber, era o feed para a Revista LSB; nunca a área de contato do meu site recebeu tantas mensagens como depois do post anterior… Deixa kieto, oh rs). Um site que recebe atualizações regularmente sem feed será um site meio esquecido, daqui algum tempo. Não totalmente, claro, mas faça as coisas pensando nos visitantes do seu site e verás que é uma boa usar RSS. E não vale só para atualizações do site, podem ser notícias, indicações, temperatura, festas que ocorrerão, etc. Os feeds não servem para conquistar novos visitantes, servem para manter (e agradar!) os seus visitantes atuais, o que normalmente é mais difícil do que conseguir novos (só dependerá do conteúdo do site e mais, do interesse das pessoas por esse conteúdo).

Como foi visto, o conteúdo fica no seu site, sujeito a banners, propagandas, bloqueio de acesso com senha, etc., o que você tiver na suas páginas continuarão a existir. No feed você define basicamente “chamadas” que contam com um título, um link para a página (a página do tema, não necessariamente a inicial do seu site) e uma descriçlão, para dar uma idéia ao leitor do que ele encontrará ao clicar naquele link.

Esse texto foi escrito para quem já sabe o que é, e/ou pelo menos tem uma idéia de como usar um feed RSS (a nível de usuário, visitante de sites). Justamente por isso, é voltado a editores de sites/blogs que queiram implementar esse recurso nas suas páginas. Se você sentiu dificuldades, procure no Google ou na Wikipedia, certamente você encontrará muuuitas informações, inclusive sobre tópicos não comentados aqui nesse texto, como as outras versões e variantes do RSS e ATOM, podcasts, etc.

Dica: para quem não sabe como os feeds RSS mudam a vida dos usuários “finais”, digamos, os visitantes dos sites, veja este tópico do Bruno Torres:
http://brunotorres.net/sobre-feeds-rss-atom

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http://janelasepinguins.blogspot.com/atom.xml

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